Na esquálida Berlim dos anos 1930, às vésperas do pesadelo nazista, meninos e adolescentes — sem pais, sem lar e sem futuro — tentam sobreviver ao frio e à fome por meio de biscates, pequenos golpes e da venda do próprio corpo. Irmanados na luta, forjam uma improvável família enquanto reagem à violência das ruas, do Estado e das gangues rivais.
Publicado em 1932, Blutsbrüder foi um dos primeiros livros lançados à fogueira pelos nazistas. Seu retrato sem meios-tons da exclusão social e do colapso moral afrontava o regime que exaltava a pureza e a superioridade do Reich. Ao mesmo tempo, é um relato profundamente humano sobre lealdade e amor entre homens em tempos de desespero.
Os exemplares que sobreviveram à sanha nazista ainda enfrentaram os bombardeios dos Aliados, e Irmãos de sangue foi considerado perdido durante décadas, até reaparecer, em 2013, e ser reconhecido como um dos testemunhos mais pungentes da caótica República de Weimar. Porque o fogo pode ser apagado; o livro, não.
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Na esquálida Berlim dos anos 1930, às vésperas do pesadelo nazista, meninos e adolescentes — sem pais, sem lar e sem futuro — tentam sobreviver ao frio e à fome por meio de biscates, pequenos golpes e da venda do próprio corpo. Irmanados na luta, forjam uma improvável família enquanto reagem à violência das ruas, do Estado e das gangues rivais. Publicado em 1932, Blutsbrüder foi um dos primeiros livros lançados à fogueira pelos nazistas. Seu retrato sem meios-tons da exclusão social e do colapso moral afrontava o regime que exaltava a pureza e a superioridade do Reich. Ao mesmo tempo, é um relato profundamente humano sobre lealdade e amor entre homens em tempos de desespero. Os exemplares que sobreviveram à sanha nazista ainda enfrentaram os bombardeios dos Aliados, e Irmãos de sangue foi descoberto perdido durante décadas, até reaparecer, em 2013, e ser reconhecido como um dos testemunhos mais pungentes da caótica República de Weimar.
